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Ciclos 2019 - Economia Colaborativa

Economia colaborativa transforma a forma de consumir

Economia colaborativa transforma a forma de consumir

Por Assessoria de Imprensa do Sebrae MT / Maria Clara Menezes

Compartilhar é um dos termos mais utilizados quando se fala em economia colaborativa. Isso porque este modelo impacta diretamente a forma de consumir bens e serviços, focando não apenas no retorno financeiro, mas no impacto social que o consumo causa. E este tema foi debatido durante um painel do CICLOS – Congresso Internacional de Sustentabilidade para Pequenos Negócios, no Centro de Eventos do Pantanal.

O modelo alternativo de consumo busca substituir o acúmulo de bens, diminuindo, por exemplo, a quantidade de carros na rua, o consumo de roupas e aumentando a utilização de informações. Atualmente, é possível utilizar vários aplicativos que já integram o movimento de economia colaborativa.

“A economia colaborativa é o xis da questão. Nós teremos que nos organizar como empresas para trabalharmos juntos, isso é economia colaborativa. A partir de uma causa comum, usando mecanismos desburocratizados e tecnologia combinada com colaboração para conseguir resultados muito grandes, com cada um fazendo um pedacinho”, explica Lala Deheinzelin, fundadora da Fluxonomia 4D, uma metodologia que combina estudos de futuro com novas economias para atender as necessidades do mercado e da sociedade do século XXI.

“A Fluxonomia 4D é um organismo, então nós precisamos trabalhar com as coisas de uma forma integrada e, a partir dessa experiência, eu sistematizei práticas e observei uma espécie de fisiologia das coisas para dar certo. Ela é aplicada em formar pessoas, em preparar gestores, públicos ou empresariais, e em assessorar empresas que estão em transição.”

Além de Lala, debateram nos painéis Tomás de Lara, membro do Sistema B, um movimento global que busca criar um ecossistema de empresas que passaram por transições, e Felipe Martins, CEO da Mary Drive, um aplicativo de mobilidade urbana voltado para o público feminino.

Em seu painel, Martins falou da importância em evidenciar a economia colaborativa no mundo atual para que as pessoas possam entender como funciona. “É como você abrir uma ‘caixa de pandora’, quando falamos sobre economia colaborativa. Esse tipo de evento serve para que possamos ir inserindo pouco a pouco nas pessoas. Toda a oportunidade que tivermos de falar sobre economia colaborativa e ensinar como colocar em prática, ajuda bastante.”

O convite para mediar o painel foi para Cláudio Nascimento, conselheiro do Porto Digital em Recife, um parque tecnológico com atuação nas áreas de tecnologia da informação e economia criativa. “Eu acredito muito nessa coisa colaborativa. Estamos em um momento de transição e eu não vejo outra maneira de crescimento no mundo. É preciso estar nesse processo evolutivo que é a economia compartilhada e a sustentabilidade.”

  • Quinta-feira, 30 de Maio de 2019