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Ciclos 2019 - Cidades em Transição

Painelistas debatem os efeitos das cidades em transição

Painelistas debatem os efeitos das cidades em transição

Por Assessoria de Imprensa do SebraeMT / Maria Menezes

“As cidades estão passando por um processo de transição em que estão retomando espaços urbanos para outros usos”, a avaliação foi feita por três especialistas que debateram sobre o tema “Cidades em transição”, durante a programação do CICLOS – Congresso Internacional de Sustentabilidade para Pequenos Negócios, na sexta-feira (24).

Para proporcionar essa troca de conhecimento foram convidados o gerente de projetos da Rede ICLEI, Igor Albuquerque, o primeiro conselheiro da delegação da União Europeia no Brasil, Rui Ludovino, e o presidente da ABNT, Mario William Esper. A responsabilidade de mediar o painel ficou para o jornalista da Envolverde, Dal Marcondes.

Albuquerque tratou dos compromissos firmados por meio do acordo climático e a importância de não focar apenas no papel da cidade para influenciar o governo. Segundo ele, é necessário existir um interesse das pessoas em fomentar esse movimento de discussão.

Em todas as falas, os especialistas trataram sobre a forma como a segurança jurídica pode afetar as mudanças a serem promovidas. “O que precisa ser melhorado é a diminuição da interferência do Estado nos marcos regulatórios. Isso é muito presente no Estado brasileiro e acaba causando uma certa segurança jurídica para alguns aspectos. A ABNT tem colaborado com a elaboração de normas técnicas sobre a mitigação dos gases de efeito estufa e ações que realmente estão diminuindo a emissão de outros gases, principalmente na área industrial”, explica o presidente da ABNT.

Ludovino compartilhou que na Europa, desde 2017, existe um curso chamado Preparação Urbana Internacional, projeto mundial já presente na Ásia e em processo de implementação na América Latina e no Caribe. Segundo ele, o primeiro componente deste projeto é o emparelhamento entre cidades da União Europeia e da América Latina.  O segundo elemento, mencionado por ele, é o Pacto Global para o clima e, o terceiro, é um trabalho focado em produzir energia limpa, eficiente e acessível ao consumidor. “Um grande componente neste processo é o foco em pesquisas de desenvolvimento e trabalhar com as startups e empresas de um modo geral as novas tecnologias de baixo carbono.”

Os painelistas mencionaram também a influência negativa que a falta de continuidade das políticas públicas focadas no bem comum podem promover na vida da população de um modo geral. Segundo eles, é preciso de um alinhamento para que haja uma melhoria, bem como a vontade da cidade em promover mudanças.

Durante a programação, os participantes podiam enviar perguntas através do aplicativo do CICLOS para que os debatedores respondessem em tempo real. A novidade foi encarada de forma bastante positiva porque permitiu tratar de questões que mereciam destaque, de acordo com os participantes.

Éder Fabiano Navarro, secretário de Administração, saiu do município de Paranaíta (840 km de Cuiabá) e foi até a Capital para participar da programação. Ele destacou a importância da troca de conhecimento que o evento proporcionou, com soluções para grandes problemas. “Essas informações podem mudar a forma como a gestão pública aplica a sua governança. Esse congresso é de uma riqueza imensa proporcionando soluções e troca de conhecimento.” 

  • Quinta-feira, 30 de Maio de 2019