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Demanda crescente

Comércio de materiais hospitalares está em alta com cuidados especiais

Comércio de materiais hospitalares está em alta com cuidados especiais

Por Vanessa Brito

A pandemia não impactou negativamente o comércio de materiais hospitalares. Pelo contrário, as vendas cresceram, desde que as notícias começaram a circular sobre os efeitos da contaminação na China e, mais recentemente, na Itália e Espanha. A MM Hospitalar, uma loja com 27 anos de atividades em Cuiabá, é testemunha desse movimento. Roberto Mendes, fundador da empresa, diz que sempre buscou estruturar o negócio para enfrentar qualquer eventualidade. Há muitos anos, participa de programas e projetos do Sebrae MT. Roberto falou à Agencia Sebrae de Notícias (ASN MT): 

“Já passamos por tantas crises, mas esta é completamente diferente: não é por falta de produto, não é financeira, não é por causa da quebra das bolsas de valores.  É devido a um vírus que está dando dor de cabeça no mundo inteiro. No Brasil a pandemia está acontecendo diferente que na Itália, que não se cuidou. Acho que no final de maio ou início de junho vai ter passado.  

Para nosso comércio não há crise. Se tivesse um milhão de máscaras, luvas, álcool em gel e líquido, venderíamos tudo. Nosso caso é atípico. Em março, vendemos mais do que em fevereiro e janeiro. Chegam e acabam.

Neste momento difícil para todos, estamos cuidando bem de nosso pessoal, controlando as pessoas que entram na loja, e os funcionários trabalham preparados com máscaras e luvas.  Os mais velhos estão trabalhando em home office. Nossa equipe é formada por 15 pessoas”.

Luz Gustavo Mendes, filho de Roberto e gerente da MM Hospitalar, diz:

“Estamos preparados para atender a população. A pandemia não veio para nos prejudicar, mas tivemos de reinventar nosso atendimento pela segurança da saúde de todos, funcionários e clientes. Controlamos a entrada dos clientes para não haver muita gente dentro da loja, os vendedores têm de usar luvas e máscaras.  Nosso movimento aumentou 80% e o risco ficou maior. Estamos trabalhando o dia inteiro, das 8 às 17h, de segunda à sexta-feira e no sábado, das 8h ao meio-dia.

Agora é momento de se reinventar, não demitir, não prejudicar ninguém. É hora de planejar e colocar em prática o comércio eletrônico e delivery.  Temos de atender o público sem precisar que venha aqui.  Nossas entregas aumentaram 30%. Tivemos de contratar mais entregadores autônomos.  Nosso delivery é próprio”.

 

 

  • Quarta-feira, 8 de Abril de 2020
  • Pandemia de coronavírus